BEM-VINDO(A)

Olá, bem-vindo(a) ao meu blog!!! Aqui você encontrará informações sobre a minha carreira, minha história e meus planos futuros, bem como textos relacionados a psicologia e informações sobre eventos, notícias e shows com a minha "FAMÍLIA ORTAÇA".

domingo, 27 de novembro de 2011

Esmeralda Canta José Mendes

ste final de semana estivemos em Esmeralda, terra de José Mendes, onde é realizado o festival "Esmeralda Canta José Mendes". Pela primeira vez visitamos aquela terra e pela primeira vez eu tive um contato maior com a história de José Mendes, ao visitar seu Memorial, um lugar muito bonito e que particularmente me causou muita emoção. A arquitetura do local é linda e significativa, trata-se de um violão pela metade, que representa a carreira do cantor que foi interrompida. Ver pertences do cantor, sua gaita, sua viola, as reportagens de jornais que diziam do sucesso enorme que ele fazia por esse Brasil à fora, um rapaz simples, humilde que encantou tantas pessoas com seu talento e alegria, as fotos, a triste  notícia de sua morte trágica - que dizia do fim de sua carreira e que ele deixava sua esposa e seu filho de 2 anos de idade -,a caixa onde colocaram seus restos mortais para trazer até o memorial, seu túmulo...

Chegando ao Memorial








Túmulo de José Mendes dentro do memorial!


A noite, no show ouvi meu pai contar coisas à respeito de José Mendes... que havia cantado com ele em algumas ocasiões, etc.

Quando o Gabriel Ortaça Ortaça homenageou os irmãos de José Mendes e seu filho que estavam lá.
ouvi com surpresa quando falou que alí estava a "Florência", irmã de José Mendes. Na verdade eu não sabia que aquela música havia sido feita para sua irmã e, eu simplesmente adoro, vivo cantarolando aqui em casa "Cheeeeee Florência"...e a Florência é maravilhosa, retrata a alegria e simplicidade da música, e aí está ela na foto comigo!
Irmãos de José Mendes!!!! - Roberto Mendes e Esposa me presentearam com o filme Não aperta Aparício!!!Adorei conhecê-los..


Chê Florência, quero lhe falar
Vem cevar meu mate, Florência, vamos descansar.
Olha o nosso campo, Florência, dá gosto de ver
Tem tudo plantado, e o que tem dado dá pra viver;
Temos lá no pasto, Florência, de bom parecer,
Animal de monta e vaca leiteira para escolher.
Olha a nossa casa, Florência, já se esvaziou
Pois a filharada, toda formada já se arrumou;
Trabalhamos tanto, Florência pra ver tudo assim -
E o mais bonito foi nosso amor que não teve fim.

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Vende-se Tudo – texto de Martha Medeiros

No mural do colégio da minha filha encontrei um cartaz escrito por uma mãe, avisando que estava vendendo tudo o que ela tinha em casa, pois a família voltaria a morar nos Estados Unidos. O cartaz dava o endereço do bazar e o horário de atendimento. Uma outra mãe, ao meu lado, comentou:
- Que coisa triste ter que vender tudo que se tem.
 
 
- Não é não, respondi, já passei por isso e é uma lição de vida.
Morei uma época no Chile e, na hora de voltar ao Brasil, trouxe comigo apenas umas poucas gravuras, uns livros e uns tapetes. O resto vendi tudo, e por tudo entenda-se: fogão, camas, louça, liquidificador, sala de jantar, aparelho de som, tudo o que compõe uma casa.
 
Como eu não conhecia muita gente na cidade, meu marido anunciou o bazar no seu local de trabalho e esperamos sentados que alguém aparecesse. Sentados no chão. O sofá foi o primeiro que se foi. Às vezes o interfone tocava às 11 da noite e era alguém que tinha ouvido comentar que ali estava se vendendo uma estante. Eu convidava pra subir e em dez minutos negociávamos um belo desconto. Além disso, eu sempre dava um abridor de vinho ou um saleiro de brinde, e lá se iam meus móveis e minhas bugigangas.
 
Um troço maluco: estranhos entravam na minha casa e desfalcavam o meu lar, que a cada dia ficava mais nu. No penúltimo dia, ficamos só com o colchão no chão, a geladeira e a tevê. No último, só com o colchão, que o zelador comprou e, compreensivo, topou esperar a gente ir embora antes de buscar. Ganhou de brinde os travesseiros.
 
Guardo esses últimos dias no Chile como o momento da minha vida em que aprendi a irrelevância de quase tudo o que é material.
Nunca mais me apeguei a nada que não tivesse valor afetivo.
 
Deixei de lado o zelo excessivo por coisas que foram feitas apenas para se usar, e não para se amar. Hoje me desfaço com facilidade de objetos, enquanto que torna-se cada vez mais difícil me afastar de pessoas que são ou foram importantes, não importa o tempo que estiveram presentes na minha vida.
Desejo para essa mulher que está vendendo suas coisas para voltar aos Estados Unidos a mesma emoção que tive na minha última noite no Chile.
 
Dormimos no mesmo colchão, eu, meu marido e minha filha, que na época tinha 2 anos de idade. As roupas já estavam guardadas nas malas. Fazia muito frio. Ao acordarmos, uma vizinha simpática nos ofereceu o café da manhã, já que não tínhamos nem uma xícara em casa.
 
Fomos embora carregando apenas o que havíamos vivido, levando as emoções todas: nenhuma recordação foi vendida ou entregue como brinde.
 
Não pagamos excesso de bagagem e chegamos aqui com outro tipo de leveza:
"só possuímos na vida o que dela pudermos levar ao partir,"é melhor refletir e começar a trabalhar o DESAPEGO JÁ!
Não são as coisas que possuímos ou compramos que representam riqueza,plenitude e felicidade.
São os momentos especiais que não tem preço, as pessoas que estão próximas da gente e que nos amam, a saúde, os amigos que escolhemos, a nossa paz de espírito.

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Homenagem a Pedro Ortaça - Câmara de São Luiz Gonzaga

Leitores do blog;
A câmara de vereadores de São Luiz Gonzaga irá homenagear Pedro Ortaça. A solicitação foi feita pelo vereador Enderson Rocha de Morais.
Os textos que seguem foram enviados carinhosamente pelo vereador Enderson Rocha de Morais.
Um abraço
REQUERIMENTO



                  O Vereador que o presente subscreve integrante da Bancada do P D T  com assento nesta Casa, REQUER após ouvido o Colendo Plenário e a sua concordância que a Casa organize observando a legislação pertinente, SESSÃO SOLENE de que trata o Art. 109 do Regimento Interno, para homenagear o músico, cantor e compositor São-luizense PEDRO ORTAÇA, observando-se para tanto a seguinte JUSTIFICATIVA:

                  Justifica-se tal solicitação, tendo em vista a oportunidade de homenagear um artista São-luizense, face aos inestimáveis serviços prestados divulgando o Município de São Luiz Gonzaga e a Arte Musical Missioneira aqui produzida, para toda a região, para o Estado do Rio Grande do Sul, para o Brasil e no exterior.                        

                  Levou o nosso nome e sua música para a  Argentina , Paraguai e Uruguai e também  para onze estados brasileiros, apresentado-se em centenas de locais de grande expressão cultural e política, tais como a Esplanada dos Ministérios em Brasília e o Fórum Social Mundial 2005.

                   Na Cidadania e premiações, entre outras destacamos as mais significativas, tais como Cidadão de São Miguel das Missões, Comenda Sepé Tiaraju do Município de São Luiz Gonzaga, Membro honorário do Rotary Clube, Premio Vitor Mateus Teixeira conferido pela Assembléia Legislativa do Estado do  Rio Grande do Sul, Troféu Guri da RBSTV e Rádio Gaúcha,  Título de Mestre das Culturas Populares do Ministério da Cultura, Troféu Ouro das Missões, troféu Contra Todos os Ventos, Medalha Farroupilha da Assembléia Legislativa do Estado do Rio Grande do Sul, Título de Membro Honorário da Força Aérea Brasileira.



Ao Senhor Vereador
Junaro Rambo Figueiredo
MD Presidente da Câmara Municipal
São Luiz Gonzaga(RS)



             CAMARA DE VEREADORES DE SÃO LUIZ GONZAGA
                 DEFESA DO REQUERIMENTO EM HOMENAGAEM
                                           A  PEDRO ORTAÇA 
                    VEREADOR ENDERSON ROCHA DE MORAIS
                                    31 DE OUTUBRO DE 2011.
- A Câmara de Vereadores eventualmente é apontada em cuidar demasiadamente das homenagens às pessoas, mas penso que é uma responsabilidade desta casa legislativa não deixar cair no esquecimento as personalidades que de alguma forma promovem o município de São Luiz Gonzaga fora das suas fronteira ou participam do seu crescimento dentro das suas fronteiras.
                                    
- No caso especifico da homenagem que estou requerendo, fico muito a vontade para isso fazer porque fiz uma indicação que tenho a certeza é unanimidade em todos os seguimentos que compõem a nossa comunidade, assim fosse possível em nossas ações fazer só acertos como esse que estou fazendo ao requerer essa homenagem para Pedro Ortaça.

- Independente das justificativas descritas no requerimento, onde nem tudo é possível descrever tendo em vista a riqueza e a grandeza da historia que Pedro Ortaça e sua família já escreveram para o engrandecimento da cultura musical missioneira, sendo necessário relembrar sempre que toda essa historia está sendo escrita aqui em São Luiz Gonzaga com a divulgação permanente da nossa terra na região, no estado, no país e no exterior.

- Temos também a tranqüilidade de saber que Ortaça defende em suas aparições públicas os quatro troncos da cultura missioneira, afirmação feita por Jayme Caetano Braum, para citar junto com ele o Ortaça, o Cenair e o Noel Guarany.   Para a nossa tranqüilidade,  Ortaça também está fazendo o seu inventário cultural em vida, ou seja, transferindo seu patrimônio cultural para seus filhos Gabriel, Betinho e Marianita que já estão e continuarão defendendo  tudo o que foi produzido e conservado até agora na identidade da  cultura missioneira.

- Não quero alongar-me nessa defesa pois não é necessário faze-la, por isso encerro lembrando que todas essas ações que citei estão seguramente ancoradas no trabalho anônimo e permanente da dona Rose, administrando todos os interesses dos seus artistas, da sua família e agigantando-se na preservação da vida.

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

CARPINEJAR E EQUIPE NO NOSSO RANCHO!

Olá amigos;
Quero compartilhar com vcs as fotos enviadas pelo fotógrafo Rogério Sartori de ZH. Trata-se de momentos agradáveis da visita de Fabrício Carpinejar em nossa casa, em São Luiz Gonzaga!
Obrigada Fabrício Carpinejar pelas belas palavras na descrição do missioneiro Pedro Ortaça.
Obrigada Rogério Sartori pelas belas fotos.
Grande abraço;
Marianita









domingo, 16 de outubro de 2011

Beleza Interior - Fabrício Carpinejar - Zero Hora 15.10.2011


Olá meus queridos leitores do blog!
Pra quem perdeu a Zero Hora de ontem, estou postando aqui a "Beleza Interior de Fabrício Carpinejar", onde descreve Pedro Ortaça. 

Tivemos o prazer de conhecer, de receber em nossa casa este grande escritor, Carpinejar, que enxerga além dos olhos. Que traduz em palavra toda sensibilidade de seu sentir.

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MINHA HOMENAGEM AO ÚLTIMO PAYADOR

A cidade visitada na edição de hoje é São Luiz Gonzaga, terra de 34,5 mil habitantes, distante 465 quilômetros de Porto Alegre, berço do músico Pedro Ortaça, lenda da trova missioneira. Fotos de Rogério Sartori.

Põe o cavalo a correr.
Se é fiel, ele volta.
Se é triste, ele morre.
Se é vento, ele sonha.
Enche o pulmão para ler
e não se afogar na neblina.
Depois de Jayme Caetano Braun,
Noel Guarani e Cenair Maíca,
o único que está vivo
é Pedro Ortaça, um dos quatro
troncos do protesto, arisco,
febril, nosso estado pelo avesso.
Pedro Ortaça não é um nome,
mas uma condição missioneira.
Payador, bruxo solto, árvore
à sombra das catedrais jesuíticas.
Pedro Ortaça é uma joia da ofensa,
sessenta e nove anos de bem com a maldade,
quando canta sua voz é outra, tão diversa
da sua, usa a aspa do cavanhaque
a traduzir o Rio Uruguai.
Baixa em si o espírito dos Sete Povos,
pomba-gira é Sepé Tiaraju,
índio de secreto mundo
exorcizando massacres sem fim.
A terra colorada é o poncho que cobre a ave
de São Luiz Gonzaga. Por favor, com licença,
Pedro Ortaça é a cidade reunida na estância,
aquece os olhos como quem serve o mate:
não deixa esfriar a raiva,
o coração sempre está além
daquilo que se entende,
só pede perdão lutando.
O maior riso surge do desespero,
a dor brilha mais do que ferro puro,
mais do que carência de espelho,
mais do que dente de ouro.
Pedro Ortaça não é flor que se cheire,
é pedra andando, campo encilhado,
desarruma o pago e os limites
tocando violão com arames das cercas.
Ostenta o bigode afiado
contando aflições antigas
de um jeito alto, desaforado,
próprio do galpão de amigos.
Não foi fácil desatar o grito,
montar guarda em centenas de letras.
Recebeu de um pescador sua faca;
do avô Quintino, o acordeão;
da mãe Cândida, as modinhas fraseadas;
e do pai Alberto, a fome de pirão e pão.
Os nervos custaram a desmanchar
na carne dura, magra, cigana.
Por mais que se monte banda,
por mais que se apresse o dom,
a montanha demora a devolver o som.
Vendeu sangue para conseguir viagem,
quatrocentos gramas de veia
foram seus bilhetes de trem.
Ele bem sabe, o verso faz história.
Pedro Ortaça é uma figura esguia,
de origem ilusória, mínima,
brincava para esquecer a falta de comida.
Passava acordado de madrugada
espiando o baile dos adultos.
Mais do que o café do medo,
não dormia pela beleza dos timbres.
Tirou a morte a dançar, mascou todo gengibre.
Não teve cadeira de letrado,
não botou sua honra no penhor,
não procurou nada emprestado,
não disse amém ao senhor.


Ortaça, feito de taipas e relâmpagos,
transforma as ruínas em tambores,
veste crepúsculos, manto guarani aos ombros,
suas mãos escrevem galopes.
Ortaça, Ortaça, a chuva não cala o fogo.
Quem inventa nunca chega atrasado
na lembrança. A guitarra é campo santo,
não terminam os ouvidos de pampear.
Quem inventa nunca chega atrasado
no parto. A rédea é aceno do canto,
não terminam os ouvidos de guerrear.
Ortaça, Ortaça, Ortaça já viu o demo,
o redemoinho, no meio da colheita:
nuvens negras de gafanhotos
roubaram sua infância.
Ninguém mais assusta Pedro Ortaça,
ele jamais duvidou do instinto
que vem do passado cancioneiro.
Não desistiu de ser bicho,
da valentia de sua gente,
de brigar por improviso, matreiro.
Pois aquele que nada tem, nada deve,
nada teme, vive por inteiro.





Publicado no jornal Zero Hora
Série semanal BELEZA INTERIOR
(Em todos sábados de 2011, apresentarei meu olhar diferenciado sobre as cidades, as pessoas e os costumes do RS)
p. 32, 15/10/2011
Porto Alegre, Edição N° 16856
Pedro Ortaça canta como quem duela. Veja o vídeo feito em São Luiz Gonzaga.




Fonte: http://carpinejar.blogspot.com/2011/10/minha-homenagem-ao-ultimo-payador.html#comments

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Show Julio de Castilhos

Olá queridos amigos!
Estou postando as fotos do nosso show em Julio de Castilhos, na EXPOJUC (07.10.11). Quem tirou foto com a gente pode enviar para o marianitaortaca@hotmail.com. Na próxima postagem tem fotos do show na EXPO André da Rocha!
































Fonte: www.galeradanet.com.br
Um beijo;
Marianita